Lunna Pov
Eu estava lá sentada na mesa da casa de Zayn, com a família dele. Seu pai havia chegado também. Eles me tratavam incrivelmente bem. Vi no rosto dele algo que nunca havia visto: um sorriso sincero. Era um sorriso lindo, perfeito. Eu me sentia desconfortável pois sempre pensava que daqui a dois dias não veria mais esse sorriso e eu seria uma das responsáveis. Você deve até ficar com raiva de mim dizendo que é fácil, que eu sou uma idiota. Mas você não entende. Ninguém entende. Isso é uma coisa que eu preciso.
Autora Pov
Você não a entende. Ninguém a entenderia. Mas na verdade ela quer se sentir querida. Ela gosta de ser invejada pelas garotas e desejada pelos rapazes. Isso nem é culpa dela. Ela é filha única, nunca teve mãe praticamente, seu pai saia antes de que ela acordasse. Alguns raros dias ele voltava antes de ela dormir. Sim ela tinha seus amigos, mas aqueles que podem são realmente verdadeiros: Harry, Elle, Louis, Liam e Lea ela quase não falava. Seu namorado era carinhoso sim. Mas uma pessoa não supria sua carência de atenção. Além de que ele não a amava de verdade, ela não sentia isso.
Zayn gostava de tê-la ali. Ele sempre foi apaixonado por ela. Ele via o que ninguém mais via nela. Claro que ele se machucava com o que ela fazia com ele, claro que se magoava, mas não conseguia odiá-la. Ele a queria como nunca havia querido mais ninguém.
Enquanto estavam todos lá conversando e rindo. A casa do outro lado da casa de Lunna recebia novos moradores. A família Horan. Um ser loirinho chamado Niall se sentia inseguro por estar em além de uma cidade ou um condado diferente, eles estavam em um país diferente. Eles eram irlandeses.
- Niall.- Maura, sua mãe o chamou ao vê-lo sentado no meio-fio cabisbaixo. - Filho, você está bem? - Ela se sentou ao lado dele.
- Por que? - Ele perguntou ainda de cabeça abaixada.
- Por que o que filho?
- Por que tivemos de nos mudar? Mãe, eu te pedi tanto...
-Filho, por favor entenda. Isso é muito importante pro seu irmão.
- E o que é importante para mim? Não importa? - Ele a olhou com aqueles olhos azuis. Havia deixado Harriet, sua namorada. Haviam terminado pois ela achou que não daria certo um namoro com eles morando em países diferentes. - Eu perdi minha namorada mãe. Eu perdi meus amigos. Isso não importa? - Ele se levantou gritando nervoso.
- Filho...- Ela também se levantou. Ele nunca a havia tratado desse modo. Devia estar realmente chateado.
- Me deixa mãe. Já vi que eu não importo pra vocês. - Ele saiu andando e ela não foi atrás. Nesses momentos era melhor que ela o deixa-se sozinho.
Lunna Pov
Estava saindo da casa de Zayn. Poderia dizer que foi uma das melhores tardes da minha vida. pude ver uma família de verdade. Eles me trataram como se eu também fizesse parte dela .
Ainda não quero voltar para casa. Poderia ir caminhar. É. Pode ser. Comecei a caminhar. Fui caminhando e olhando pra tudo enquanto viajava na maionese. Então eu vi a pracinha onde eu vinha com os meninos para brincar. Eu sorri. Fazia tanto tempo que não vinha aqui. Me sentei no balanço e comecei a empurrar com os pés. Me segurei jogando a cabeça para trás e fechei meus olhos sentindo a sensação. Até que ouvi um barulho do meu lado. Voltei a cabeça para o lado e finquei meus pés no chão assustada. Era um garoto loirinho, branco, com bochechas rosadas e olhos BEM azuis. Ele era um lindo diga-se de passagem. Ele deu uma gargalhada gostosa que acabou me contagiando.
- Me desculpe. Não foi minha intenção lhe assustar. - Ele falou com um sotaque carregado. Acho que é irlandês. - Sou o Niall e você? - Ele perguntou com um sorriso lindo.
- Lunna. - Eu sorri.- Você não é daqui né?
-Não, sou da Irlanda.- Ele pareceu ficar triste. - Me mudei hoje. Moro nessa rua mesmo. Mais lá pra trás.
-Eu também moro nessa rua. Moramos perto então. Veio você e sua família né?
-Sim. Eu, minha mãe e meu irmão.
- Seria intromissão se eu perguntasse do seu pai?
- Não. Ele morreu.
- Nossa eu sinto muito.
- E você?
-Eu o que?
- Com quem você mora?
- Com meu pai.
-Seria intromissão se eu perguntasse da sua mãe? - me imitou e eu ri.
- Bem, ela também morreu.
-Sinto muito também.
- Tudo bem. Eu mal a conheci. Ela morreu quando eu tinha dois anos.
- Ah, meu pai morreu apenas noa no passado. mas não fico triste ao me lembrar dele. Fico apenas recordando os bons momentos.- Eu sorri. Nós começamos a conversar sobre coisas aleatórias. Parecia que nos conhecíamos a anos. Ele era um fofo e me fazia rir muito. Descobri que ele era meu vizinho também, descobri que ele estava triste por ter deixado sua namorada na Irlanda. Coitado. Parece ser tão boa pessoa. A gente conversou tanto que quando dei por mim já eram 21:00.
-Nossa. Acho melhor irmos. Já são 21:00. - Falei .
-Tá, pode ser. - Ele não parecia querer ir.
- Tá tudo bem?
- Tá sim. - Ele forçou um sorriso.
(...)
- Então, te vejo quando? - Ele me perguntou quando estávamos parados na frente da casa dele
- Vem aqui amanhã de manhã.
- Tá. - Ele deu um lindo sorriso e foi para casa. Eu suspirei e entrei pra minha casa. De novo, meu pai não estava lá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário